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quinta-feira, 4 de junho de 2015

A Hipocrisia Cristã Ataca Novamente

Sei que irá parecer ultraje o que direi agora, mais gosto de assistir aos comerciais da tv aberta. Muitos odeiam, eu sei, mas não podem negar que muitos deles, principalmente de cervejas e carros, são criativos.

Não é a toa que a propaganda brasileira é respeitada e premiada.

Em paralelo ao sucesso da propaganda brasileira, vivemos um período negro da tolerância: nunca se pregou tanto ódio aos negros e homossexuais. Um ódio camuflado de "respeito, mas não aceito". É um festival de "devemos amar o próximo" recheado de "viradas de cara" com salpicos de preconceito.

Vivemos em um mundo onde acredito que as artes televisivas, novelas ou propagandas comerciais, devam abraçar a realidade e enfeita-la de ficção.

Porém, diante do caos em que estamos inserido, aplaudo os roteiristas que, abraçando a causa da igualdade, amor, respeito e  tolerância, colocam temas como preconceito racial, romances homossexuais e novo modelo familiar.

O mais recentes dele foi o comercial de O Boticário, que vai mostrando vários casais se preparando para encontrar com namorado/namorada e, ao se encontrarem, dão os presentes da empresa.

Até ai tudo bem, se o comercial não aproveitasse para dar um choque de realidade no público. Ao assistirmos, dá a entender que os casais são formados por heteros de diferentes idades, mas quando se encontram, vemos dois casais homossexuais.

A sacada é genial!

Além de conquistar o público homossexual, também deu uma cutucada nas mentes tradicionais extremistas de nossa sociedade.

Mas toda cutucada em colmeia causa ataque de abelhas.

Os ditos religiosos, exalando sua dita "superioridade", começaram a denunciar a propaganda e, agora, está rolando processos contra o comercial.

É falado por ai que o Brasil é um país cristão. Eu já digo que vivemos em um país pseudo cristão.

Até quando iremos massacrar fisicamente, mentalmente e legalmente nossos irmãos só pelo fato de terem seguido uma estrada diferente da que cremos? Até quando jogaremos a historia de Jesus na lama, exaltando sua vida com palavras vazias, e vivendo o oposto do que ele pregou?

Até quando? Não sei. Mas tenho a esperança de um dia viver em um país que pelo menos seja tolerante com a liberdade de expressão.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Sairam do Armário

Diante de tantas tristezas que podemos apontar do nosso querido Pará, agora me veio um deputado e nos deixou com mais vergonha ainda.

Se eles têm que roubar pra sobreviver,imagine eu que sou técnico de enfermagem e escritor.

Meu parceiro Victor, do Blog Outras Palavras, fez uma matéria sensacional (como sempre) nos mostrando as músicas que podemos usar como revolta.

Leiam lá.

Abraços

http://victorvictorio.blogspot.com.br/2015/05/materia-quem-realmente-sao-as.html?m=1

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Sobre as Manifestação dos Professores, no Paraná

Mesmo não conhecendo este estado, tenho grande carinho por ele. Lá reside grandes amigos que me abriram portas que jamais imaginei passar.

Mesmo sendo residente do Pará, o Paraná foi o primeiro estado que viu que tinha algum (disque) talento pra escrever e publicou um conto meu. A Spektro, pra quem não sabe, reside neste estado.

É com grande tristeza que recebo imagens das manifestações dos professores que, ao exigirem seus direitos e os da população, em terem uma educação de qualidade, foram recebidos com extrema violência pelo Estado.

Muitos criticam a força polícial, mas eles são meros instrumentos.

O ggoverno, que se autodomina Pátria Educadora, está ensinando a violência aos seus filhos. O Brasil não pode permitir que nossos educadores sejam humilhados de tal maneira.

O Estado não é como o Hegel disse. Ele não é uma representação de Deus na terra. Temos que mostrar que nós, população, somos os que detém o poder em uma sociedade democrática.

Chega!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Catolicismo Medieval

Fico aqui olhando
essa sociedade
em que vivemos
resgatando
o catolicismo medieval
enquanto ora aos céus
para que melhoremos

ora, ora, ora

Caminhamos para o individualismo
e a religião nos pede união
É uma confusão
na mente da população
O caos está solto novamente
Como era antes
Antes de tudo existir

O caos mudou de moradia
Agora vive aqui
Dentro de nossas cabecinhas
Nada pensantes

Renan Medeiros

sábado, 4 de abril de 2015

Crônicas do Renan - A Garota da Farmacia - O Retorno

Queridos amigos, inimigos, leitores letrados e iletrados, viciados em sexo e assexuados, fãs da DC e da Marvel, nerds, esportistas, virgens, crianças, jovens e idosos, romancistas, cronistas, piadistas, humoristas, atores de filme pornô, nortistas e sulistas, Darth Vader, emos, góticos, rockeiros e funkeiros, putas, pessoas de direita e esquerda, filhos da Dilma e do Aécio, espermatozoides, alienígenas, satanistas e cristãos, políticos corruptos e aqueles que se dizem honestos, pessoas de outras dimensões e vindo do futuro, e a todos que lerão este texto.

Gostaria de deixar claro que isto aqui não é exatamente uma nova crônica,e sim uma explicação que achei necessário colocar sobre a minha crônica "A Garota da Farmácia" após um pequeno acontecimento que ocorreu hoje.

Hoje tive a felicidade de ir até a farmácia ao qual foi o cenário desta crônica citada. Fiquei feliz, afinal, como consumidor, acredito que esta farmácia é a melhor que temos em Breves. Digo isso não apenas pelos produtos, mas pelo excelente atendimento das pessoas que lá trabalham e, não tenho receio de dizer, mas também pela beleza feminina que lá se encontra. Além de lindas, é claro, possuem uma educação exemplar que deveria ser copiado pelos outros estabelecimentos da cidade, sejam farmácias ou não.

Ao entrar lá tive a sensação de ter algo errado, mas não dei muita importância, pois estava perdido em meus pensamentos, o que é de praxe em quase todo louco que resolve escrever na vida. Estava com a minha mãe, sendo assim não era eu que estava sendo atendido. Quando resolvi piscar e voltar a realidade, vi a atendente que mais me atende neste estabelecimento, fazendo então eu ter um comportamento menos formal quando falo com ela.

Cheguei e a cumprimentei, como de costume, e pelo pouco de conhecimento em linguagem corporal notei algo diferente.

- Tudo bem?- perguntei.
- Estou. Não como o senhor que está apaixonado, mas tô levando.
- A gente tem que se apaixonar de vez em quando. - disse sem perceber ainda sobre o que se tratava.
- É, a gente leu aqui.
Caiu a ficha. Fiz só rir, pois não veio nenhuma resposta no momento. Fiquei pensando sobre o que ela falou, percebi na hora que ela estava falando da bendita crônica que escrevi. Ao sair de lá resolvi que a minha resposta seria por aqui, afinal eu tinha que corrigir este leve engano literário.

Primeiramente eu gostaria de deixar claro a todos que leram aquela crônica e lerão este texto o que é uma crônica. Poderia pedir com carinho à cronistas melhores que eu, como a Marluce Moraes, João Marcelino ou Paulo Renato Bandeira, a escreverem sobre este maravilhoso gênero literário, mas resolvi não os incomodar com este pequeno problema. Afinal, é só entrar no google que logo encontramos ótimas explicações sobre o assunto. Compartilho com vocês uma citação do Wikipédia:

A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado em jornais e revistas. Assim o fato de ser publicada nesses meios já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições.
Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como: ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém.
Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o jornalismo e a literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia.
(Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B4nica_%28g%C3%AAnero%29)

Em rápidas palavras uma Crônica é a narração de um fato, na visão do escritor, que mistura realidade e ficção para chegar ao objetivo proposto por ele. Ou seja, NEM TUDO É REAL. E de todas as formas disponíveis para uma crônica, particularmente adoto o humor. Adoro escrever meus textos com uma base humorística.

Logo, ler uma crônica minha e acreditar que tudo o que lá está escrito é real, é o mesmo que dizer que um humorista que se veste de mulher e se diz ser mulher é realmente uma mulher de verdade. É algo incoerente.

Quando tive aquele dialogo com a moça da farmácia, achei a conversa engraçada e ótimo para ser colocado em uma crônica. Ao pensar de que forma poderia colocá-la de uma forma que atingisse o objetivo, fazer humor com a falta de experiência na arte da conquista, acabei achando interessante dizer que eu estava apaixonado. Sendo assim, o ápice do humor na crônica, que era o final, faria bem mais sentido e atingiria com perfeição o que pretendia.

Não sei se a moça que falou comigo hoje realmente acreditava que estava apaixonado ou se simplesmente estava tirando com a minha cara. Mas, para não deixar duvidas, e também tirar prováveis confusões na mente das pessoas que leram, achei melhor colocar este texto explicativo.

Afinal, não estou afim de apanhar na rua do namorado/marido de ninguém.

Espero ter tirado qualquer duvida sobre a minha suposta paixão, e acabei dando uma aula grotesca sobre crônica.

Finalizo feliz com esse texto.

Abraços.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Sobre a Redução da Maioridade Penal

Voltou à moda a discussão da redução da maioridade penal depois que, recentemente, a CCJ aprovou que a proposta da redução é constitucional.

E nos jornais televisivos, Brasil afora, vimos em cores os políticos, defensores da redução, pulando como crianças comemorando esta pouca vergonha.

Até quando seremos tão burros diante dos próprios políticos que colocamos no poder? Por isso eles fazem tudo o que fazem, pois sabem que a população prefere viver imergido em sua pobre ignorancia.

Percebemos a insanidade, que é a redução da maioridade penal, quando vemos o argumento-chefe dos defensores desta "causa nobre":

"Iremos inibir a violência praticada pelos adolescentes se reduzirmos a maioridade penal, pois assim eles serão presos"

Nossa, quanta inteligência expressa nesse magnifico argumento. Dizer que os adolescentes não irão cometer crimes, porque eles serão presos, é o mesmo que dizer que hoje os maiores de 18 anos não cometem crimes pela mesma razão.

Acho que as grandes taxas de criminalidade em nosso país estão equivocadas, afinal todos os adultos criminosos estão presos. Certo? Falta só prender os adolescentes e iremos retroceder ao paraíso.

Nossos belos políticos, com seus ternos e gravatas feitos sob medida, estão neste momento fazendo todo o alvoroço para reduzir, ou não, a maioridade penal. Mas a prioridade, aquela coisinha chamada EDUCAÇÃO que é a única ferramenta existente para sim libertarmos nossos adolescentes da criminalidade, ficam abandonados.

Outro argumento que esses pseudo-defensores da segurança nacional tentam nos empurrar goela abaixo é que, já que nossos adolescentes possuem já a responsabilidade política do VOTO, que tenham a responsabilidade SOCIAL para pagar pelos seus erros.

Ora, queridos leitores, qualquer estudantezinho sabe que nossos queridos governantes aprovaram o voto aos 16 anos justamente por saberem que os adolescentes são mais suscetíveis a serem enganados pela lábia dos nossos políticos corruptos de estimação. E, já que querem permanecer no poder, quanto mais pessoas alienáveis, melhor.

Lembrando: a educação está sendo deixada de lado.

Querem realmente diminuir a taxa de criminalidade de nosso país? Perguntar de novo, para quem não entendeu a pergunta. QUEREM REALMENTE DIMINUIR A TAXA DE CRIMINALIDADE DE NOSSO PAÍS?

Melhorem a educação, criem projetos sociais, deem um grau no saneamento básico, proporcione emprego pra população, melhorem a segurança pública e invistam na recuperação socioeducativa de nossos detentos.

Ah, eu sei. Não precisa me dizer o quão fazer tudo isso é trabalhoso. Mais fácil lotar nossos presídios, já sucateados, com centenas de adolescentes que estão sendo usados pelo nosso sistema falido.

Enquanto o Brasil despenca, eles comemoram. Pior ainda, sentados na costa de uma parte da população que crê, inutilmente, que a redução irá melhorar nosso país.

Mais interessante que isso, é que o EUA já está repensando na cagada que fez ao reduzir. E nós, aqui, estamos cagando e dançando na merda que iremos ter que limpar mais tarde.

É como dizem: Os inteligentes aprendem com os erros. Os sábios aprendem com os erros dos outros.

Pensem nisso.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Babilônia

Um bom escritor não é aquele que simplesmente cria uma história para proporcionar momentos de lazer aos leitores. Um bom escritor é aquele que põe realidade na vida de seus personagens. Um bom escritor é aquele que proporciona reflexão e mudança. Um bom escritor está atrelado a arte. Um bom escritor, acima de tudo, põe o dedo na ferida da sociedade.

E é isso que os autores da novela Babilônia Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga estão fazendo.

É realmente interessante ver os pseudos Cristãos se incomodarem tanto com está obra pelo fato de tratarem a homossexualidade com naturalidade.

"Queremos novelas para família" dizem. Ora, e o que é família afinal? Um grupo de pessoas que tem relações consanguíneas ou um grupo  de pessoas que se amam?

Onde está o "Amai-vos uns aos outros"?

Não foi Jesus que ensinou seus discípulos a enxergarem seus pecados, em vez de apontar e julgar?

Expliquem-me que desespero todo é esse?

Se o filho do homem descesse hoje, acharia que ele concordaria com as suas atitudes homofóbicas?

Você proibi seu filho de assistir a uma obra, mas lê para ele os livros da Bíblia onde, se mal me engano, tem genocídio e infanticídio. Ou que tal a decapitação de São João Batista, onde sua cabeça é entregue em uma bandeja?

Fácil explicar para o seu filho sobre as mortes expressas aos montes na Bíblia e acha difícil explicar sobre o amor que algumas pessoas sentem por outras do mesmo sexo?

Não estou aqui falando para proibir a leitura da bíblia, longe disso. Estou somente falando sobre algo que está faltando na família brasileira: o diálogo.

Então, vá conversar com a sua prole em vez de se preocupar com o cu alheio. E não se esqueça de que respeito e tolerância é uma atitude cristã.

E mais uma coisa, Sócrates foi um grande filósofo da sua época e por meter o dedo na ferida acabou morto. Galileu Galilei também foi  contra a crença de sua época e sofreu as consequências. E, pasmem, até Jesus Cristo cutucou a ferida e foi condenado a cruz.

Seus nomes perduram até hoje, mas seus críticos são rechaçados pela atual geração e o serão até o fim dos tempos.

Pensem nisso

Contratos quebrados.

Absorto, ele fixava sua visão no teto enquanto sentia os delicados dedos dela tateando seu tórax, deleitando-se com os resquícios de prazer ...