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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Entrega

Aquele cheiro de moça virgem,
E aquela pele intocada.
Fui o primeiro homem
Que aquela vagina desbravara.

Rompi com a pele de sua mocidade,
Tornando-lhe uma mulher, enfim.
Os anjos ouviram seus gemidos,
Quando você se entregou para mim.

O melhor não foi suas pernas abertas,
Nem o gosto de sua entrega à paixão.
Mas acordar no dia seguinte e lhe ver ali,
Adormecida e satisfeita no meu colchão.

Renan Medeiros
Breves, 26 de julho de 2016

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Desilusão Amorosa I

"De que adianta viver?
De que adianta respirar?
Se a única mulher que vale a pena
Me negou o direito de amar
Ela não me quis
Rejeitou o meu coração
Rejeitou o meu carinho
Deixou-me na solidão
Irei me enforcar
Em páginas de poemas
Irei me afogar
Em copos de cafeína
Passarei noites sem dormir
Suicidando minha autoestima
Poetisando essa agonia
Porque mesmo que não me queira
Ainda a amo de coração
E irei eternizar essa paixão
Em rimas de poesias"

Strip Fail

"Ela rebolava para mim
Movimentando seu corpo
Com toda a falta de experiência
Na arte da sedução
Olhar para aquele corpo despido
Tentando ser sensual
Era pior que beber café gelado
Chegava a passar mal
Mas estar dentro dela
Era uma delicia indescritível
Era um corpo belo
Muito bem produzido
Ainda não sabia fazer strip
E quando tentava era brochante
Mas gostava daquele sorriso feliz
Acreditando estar me excitando
Imaginar que logo mais
Ela estaria na minha frente
De quatro
Fazia eu suportar aquela tortura
E aguentar com o membro levantado
E todos ficam felizes
Eu por comer ela
E ela por acreditar
Ser foda no rebolado"

domingo, 26 de julho de 2015

Poeminha +18

Ê saborzinho gostoso
Esse entre suas pernas
Dá vontade de engolir
Como não posso
Me contendo em curtir
Chupando e lambendo
Até você gozar em mim

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Aluga-se um coração vagabundo

Aluga-se um coração vagabundo
Que ainda está aprendendo a amar
Procura-se uma locatária doce
Que esteja disposta o amor ensinar
Que saiba receber carinho
Que goste de dar atenção
Que goste de ficar juntinho
Que saiba agradar de montão
Aluga-se um coração vagabundo
O preço ainda a tratar
Aluga-se um coração vagabundo
Com paixão encanada
Com amor elétrico
Todo mobíliado no romantismo
Alguém disposta
A esse coração alugar?

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Lembranças

Em um fatídico amanhecer
Nas sombras negras da solidão
Meus pensamentos voam até você
Enchendo-me de nostalgia e paixão

Os risos de amores me vem à cabeça
Lembranças amargas de um passado vivo
Para você dedico estas letras
Poemas feitas por um homem sofrido

Nunca mais terei seu sorriso
Nem mergulharei em sua boca
Mas sempre levarei comigo
Todo o amor que senti outrora.

Dias dos NAMORADOS chegando... :v

O mês tão esperado chegou
E com ele o dia que se aproxima
E ainda têm homem que não malhou
As diversas indiretas de sua mina

Milhões de postagem por segundo, feito por namoradas desesperadas. :P

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Poetas Mortos

Sou um poeta morto,
Sem lenço, nem documento,
Cabelos soltos ao vento,
Querendo rezar num convento

Sou um poeta morto
Assassinado pela ignorância
Dos jovens deste mundo
Que não amam mais amar

e mesmo morto sou poeta
mais vivo que muitos "vivos"
viverei em minha poesia
onde sempre quis estar.

onde ela cantar,
onde evocar.
la estarei.

Pois mesmo que meu corpo se vá
E apodreça em um caixão
Minhas palavras de amor
Ecoarão na imensidão

Sou um poeta morto
onde no meu velório
posso ver pelos
olhos da morte,
pessoas chorando
e dizendo coisas horríveis:
Era pra ele ter morrido antes.
Graças a Deus ele morreu!
Tem que ser enterrado
de cabeça para baixo.
Já vai tarde!!
E eu inerte
sem poder fazer nada
só esperando
a hora do enterro

Sou um poeta morto
De poesias imortais
De coração putrefado
Mas com a alma sagaz

Sou um poeta morto,
Embalsamado
Que se recusa ser enterrado.

De morte, de vento em polpa
Faço minhas fibras
Meus tecidos, fibrilam
No caixão deixo
Minh'alma faz-se infinita
De eternidades minha alma vive

Sinto que estou morto
Mas quero viver.
Dizem que a tumba é fria
e o inferno é quente.
Então deixem-me ir para o céu.

Ah! Eu sou a morta!
A lívida frescura que não mais vive
Brasão ou nome se um dia eu tive
Lê-se na lapide da ermida a porta

Riqueza, nome, beleza. Tudo finda!
Enganai-vos todos com seu frio lume
A vida é uma dama de infiel perfume
A promessa eterna pela morte vinda

Ah! Eu sou nada. Sou fria e jazo
Como a planta que não teve água
Se a vida é rio a transbordar de mágoa
Sou murcha rosa posta em frio vaso

Não credes na vida. Sois tolos sempre!
Não credes? Digo a vos a mais verdadeira
De todas as verdades, pois uma caveira
Começa esculpida no calor do ventre!

Criptas, tumpas, mausoléus
Frio no chão, frio no mármore
Mármore, bandeja do corpo
Receptáculo do corpo, caixa de madeira
7 palmos do solo
Vivo e morto enfim...

Ubiraci Conceição
Thyago Santos
Vitor Gama
Renan Medeiros
Marluce Moraes

terça-feira, 19 de maio de 2015

Dia dos NAMORADOS chegando... :v

Mando uma dica
Para os homens de plantão
Esposa não é namorada.
Amante também não.

Viu? Não precisam agradecer por ter economizado o dinheiro dos presentes.

Abraços : -D

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Professor, sobrenome: Sofredor

Professor apanha
dentro da escola
Apanha
fora de escola

E quando chega
ferrado em casa,
sem dinheiro e dignidade,
encontra o(a) cônjuge
pegando o vizinho(a)

terça-feira, 28 de abril de 2015

Catolicismo Medieval

Fico aqui olhando
essa sociedade
em que vivemos
resgatando
o catolicismo medieval
enquanto ora aos céus
para que melhoremos

ora, ora, ora

Caminhamos para o individualismo
e a religião nos pede união
É uma confusão
na mente da população
O caos está solto novamente
Como era antes
Antes de tudo existir

O caos mudou de moradia
Agora vive aqui
Dentro de nossas cabecinhas
Nada pensantes

Renan Medeiros

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Minha Doce Ninfa

Longe de ti estou
Minha doce ninfa do campo
Mas não se desespere
Quando a meia-noite chegar
O frio bater à porta
E eu não estiver ai
Para lhe esquentar
Pois saiba que o sol
Surgirá no horizonte
Do vasto campo de jasmim
Que és sua moradia
E com ele um novo dia
Renovado
Um após o outro
E dar-te-ei uma promessa
Aos pés do monte Olimpo
Que em um desses novos dias
Junto com a brisa de verão
Surgirei cavalgando
Até seus macios braços
E nem a distância
O tempo
Ou a morte
Nos separará
E não destruirá
Este belo amor

sábado, 7 de março de 2015

Égua do açaí caro, sumano.

Ah, como dói!
Uma dor que lateja
Que irrita o coração
E o bolso do cidadão

É por isso que tem gente
Que espalha por ai
Que o amor custa caro
E como custa.

Já tem gente nas praças
Nas ruas e nas calçadas
Com cara de "pidichão"
Pedindo aos transeuntes:

Me dá meio litro de açaí,
Meu patrão?

E tem outros
Que vão nos ônibus
E nas paradas
e fala pra rapaziada:

Podia tá robando
Matando ou cheirando
Mas to aqui vendendo bombom
Pra comprar meu açaí

Uns dizem que o açaí
Entrou em disputa com a luz elétrica
Pra ver quem esse ano
Deixaria todo mundo careca

Tá cruel!

Pelo menos aqui no Pará
Água doce não nos falta.

Que foi?!

Égua!!
Tá tudo poluído
essa danada.

Melhor morrer.

Renan Medeiros

terça-feira, 3 de março de 2015

Anoitecendo

Saudações leitores

Diante do maravilhoso anoitecer ao qual presenciei, surgiu-m.e esta pequena poesia para vocês. Espero que gostem.

Abraços.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

E quando me dizem para desistir de escrever...

É nestes rios que se seguem fortes que encontro o prazer para escrever. São estas águas barrentas, tranquilas e serenas, que me acompanham, quase sempre, quando saiu para vislumbrar o entardecer.
É nos ribeirinhos, que navegam pelos colossos da Amazônia em suas frágeis embarcações, que encontro a persistência para viver.
Desistir jamais.
Não com tanta inspiração. Não com tantas histórias a serem ouvidas. Não com tantos causos a serem contados. Não com tantos sons a serem apreciados e músicas a serem dançadas. Não com tantas matas a serem poetizadas. Não enquanto o mururé ainda passear pelos igarapés da minha casa.

Renan Medeiros

Contratos quebrados.

Absorto, ele fixava sua visão no teto enquanto sentia os delicados dedos dela tateando seu tórax, deleitando-se com os resquícios de prazer ...