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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Sairam do Armário

Diante de tantas tristezas que podemos apontar do nosso querido Pará, agora me veio um deputado e nos deixou com mais vergonha ainda.

Se eles têm que roubar pra sobreviver,imagine eu que sou técnico de enfermagem e escritor.

Meu parceiro Victor, do Blog Outras Palavras, fez uma matéria sensacional (como sempre) nos mostrando as músicas que podemos usar como revolta.

Leiam lá.

Abraços

http://victorvictorio.blogspot.com.br/2015/05/materia-quem-realmente-sao-as.html?m=1

sábado, 7 de março de 2015

Égua do açaí caro, sumano.

Ah, como dói!
Uma dor que lateja
Que irrita o coração
E o bolso do cidadão

É por isso que tem gente
Que espalha por ai
Que o amor custa caro
E como custa.

Já tem gente nas praças
Nas ruas e nas calçadas
Com cara de "pidichão"
Pedindo aos transeuntes:

Me dá meio litro de açaí,
Meu patrão?

E tem outros
Que vão nos ônibus
E nas paradas
e fala pra rapaziada:

Podia tá robando
Matando ou cheirando
Mas to aqui vendendo bombom
Pra comprar meu açaí

Uns dizem que o açaí
Entrou em disputa com a luz elétrica
Pra ver quem esse ano
Deixaria todo mundo careca

Tá cruel!

Pelo menos aqui no Pará
Água doce não nos falta.

Que foi?!

Égua!!
Tá tudo poluído
essa danada.

Melhor morrer.

Renan Medeiros

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

E quando me dizem para desistir de escrever...

É nestes rios que se seguem fortes que encontro o prazer para escrever. São estas águas barrentas, tranquilas e serenas, que me acompanham, quase sempre, quando saiu para vislumbrar o entardecer.
É nos ribeirinhos, que navegam pelos colossos da Amazônia em suas frágeis embarcações, que encontro a persistência para viver.
Desistir jamais.
Não com tanta inspiração. Não com tantas histórias a serem ouvidas. Não com tantos causos a serem contados. Não com tantos sons a serem apreciados e músicas a serem dançadas. Não com tantas matas a serem poetizadas. Não enquanto o mururé ainda passear pelos igarapés da minha casa.

Renan Medeiros

Contratos quebrados.

Absorto, ele fixava sua visão no teto enquanto sentia os delicados dedos dela tateando seu tórax, deleitando-se com os resquícios de prazer ...